Muito obrigado! Obrigado pelo ótimo
6º Seminário Internacional ICNIRP
sobre Radiações Não-Ionizantes
!
A ICNIRP agradece a todos os palestrantes por
suas contribuições, os organizadores
e patrocinadores por seu apoio, e a todos que
participaram do workshop e contribuíram
para o sucesso do 6o. Workshop Internacional NIR
da ICNIRP. Muito obrigado por sua participação!
O 6th International Non-Ionizing Radiation Workshop,
organizado conjuntamente pela ICNIRP e pelo Ministério
da Ciência e Tecnologia do Brasil, e pela
Pontifícia Universidade Católica
do Rio de Janeiro (Dept. de Física), foi
realizado no Planetário da cidade do Rio
de Janeiro, Brasil, de 14 a 18 de Outubro de 2008.
Escopo:
Campos Eletromagnéticos de todas as freqüências
representam uma das influências ambientais
mais comuns e em rápido crescimento, a
respeito das quais especulação e
ansiedade se espalham. Todas as populações
estão presentemente expostas a graus variados
de campos eletromagnéticos, e os níveis
continuarão a aumentar à medida
que as tecnologias avançam. A relevância
social de tais radiações não-ionizantes
não pode ser subestimada e a análise
e discussão dos resultados científicos
são de extrema importância.
Proteção contra radiação
não-ionizante é um campo vasto que
exige conhecimento de muitas disciplinas científicas,
incluindo epidemiologia, medicina, biologia, física
e engenharia. A cada quatro anos, um workshop
internacional é organizado pela Comissão
Internacional de Proteção contra
Radiações Não-Ionizantes
(ICNIRP), visando apresentar uma visão
atualizada dos avanços da ciência
e da proteção nas diferentes áreas
de radiação não-ionizante.
Os riscos potenciais da exposição
a campos eletromagnéticos (CEM) devido
a instalações como linhas de transmissão
e estações radio-base de telefonia
celular móvel representam um difícil
conjunto de desafios para os tomadores de decisão.
Esses desafios incluem determinar se existe ameaça
na exposição aos CEM e qual seu
impacto potencial sobre a saúde, isto é,
avaliar o risco, o que envolve pesquisas sobre
efeitos biológicos e estudos epidemiológicos;
reconhecer as razões que levam à
preocupação por parte do público,
ou seja, percepção de risco; e implementar
políticas que protejam a saúde pública
e respondam às preocupações
do público, o que significa gerência
de risco. Esse tema é de extrema relevância
não somente pela larga utilização
de fontes emissoras de campos eletromagnéticos,
tais como as linhas de transmissão de energia
elétrica, instalações e aparelhos
de telefonia celular e outros equipamentos eletro-eletrônicos,
mas também pelo impacto causado na sociedade
pelas notícias acerca de possíveis
efeitos sobre a saúde humana veiculadas
pela mídia.
No Brasil, a instalação de novas
linhas de transmissão de energia elétrica
e de torres de telefonia celular tem provocado
reação popular em alguns locais,
inclusive seguida de processos judiciais. Além
disso, várias iniciativas legislativas,
nos três níveis de governo, têm
ampliado a discussão sobre o tema. Diante
desse cenário, reputa-se essencial a criação
de espaço de reflexão acerca das
questões fundamentais, que leve a uma agenda
brasileira de geração de conhecimento
científico e tecnológico e de sua
disseminação para o público.
Esta última demanda uma estratégia
de comunicação de risco não
só por parte de institutos de pesquisa
e universidades, mas também de empresas
operadoras, de agências reguladoras, de
formuladores de política e da mídia.
No Brasil, toda essa questão tem sido
objeto de discussão da Comissão
Nacional de Bioeletromagnetismo (CNBEM), criada
em 2005, presidida pela Casa Civil e composta
por diversos Ministérios. A CNBEM identificou
que é necessário reverter a situação
acima descrita por meio de fomento à capacitação
de recursos humanos, ao desenvolvimento de pesquisa
científica e tecnológica, incluindo
estudos epidemiológicos, e à implementação
de um sistema de informação, além
de definição de estratégia
de comunicação de riscos.
A Organização Mundial da Saúde
(OMS), apoiada por outras organizações
internacionais, tem se dedicado à sistematização
dos dados de pesquisa sobre efeitos biológicos
das radiações não-ionizantes
e à análise criteriosa da sua consistência,
por meio do projeto EMF (Electromagnetic Fields).
No âmbito do EMF Project, a Comissão
Internacional de Proteção contra
as Radiações Não-Ionizantes
(ICNIRP) faz recomendações sobre
limites de exposição tanto do público
quanto de trabalhadores, com base nos dados sistematizados.
Como parte de sua atuação, a ICNIRP
promove, a cada quatro anos, um evento internacional
com o propósito de apresentar os mais recentes
avanços sobre o conhecimento científico
relacionado ao tema, o qual traz como debatedores
os mais respeitados especialistas.
A ICNIRP propôs que a sexta edição
desse evento, o qual nunca ocorreu em um país
latino-americano, fosse no Brasil. Convém
ressaltar o caráter de oportunidade do
evento em razão da tramitação
do Projeto de Lei nº 2576/2000, ora em debate
no Senado Federal como PLC nº 031/2008, o
qual contou com amplo debate e articulação
na CNBEM e que trata de vários aspectos
relacionados à exposição
a campos eletromagnéticos, além
de propor a adoção, no Brasil, dos
limites da ICNIRP, conforme recomendação
da OMS.
O seminário é excelente base de
informação e discussão para
a construção da pretendida agenda
brasileira de pesquisa e de estudos, bem como
do desenvolvimento de estratégia de comunicação
de risco, o que será feito em sessões
adicionais e trabalhos em grupo, com participação
de pesquisadores brasileiros e especialistas membros
da ICNIRP.
Uma iniciativa de tal magnitude, sobre um tema
multidisciplinar importante e atual, de interesse
direto de vários setores, se reveste da
mais alta importância, especialmente diante
do fato de contarmos com poucos pesquisadores
que atuam nessa área no país.
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